Brigadeiros de copinho

Imagem 0028 - 01 - brigadeiro copinho chocolate maracujaEstava fazendo essas delícias para o W. vender na empresa que ele trabalhava. Comecei a fazer em Agosto e parei em Novembro (quando ele pediu as contas), rendeu uma boa graninha complementar pra gente. Vendíamos cerca de 20 a 30 copinhos de brigadeiro por dia.

Tudo começou em Viçosa, quando eu estudava lá, e queria dinheiro para sair com os meus colegas de faculdade e não tinha, então, eu fazia bombons recheados com brigadeiros dos mais variados tipos. Fazia cerca de 150 por semana e vendia em um único dia, isso me garantia o dinheiro da minha santa cervejinha no final de semana, uma ou outra roupa, produtos de higiene pessoal e as incontáveis cópias de leitura para a faculdade.

Vendia na biblioteca da UFV, não podia, mas eu dava um jeito de entrar com o isopor dentro da mochila. Era muito fácil vender ali dentro da BBT, alunos tensos, estudando para aquela prova ferrada de Citologia ou de Cálculo, e aí aparece uma cidadã vendendo chocolate? Rá! Era como vender água para habitantes do Deserto do Saara.

Mudei-me de Viçosa e nunca mais fiz, até Agosto, quando as coisas apertaram para mim e para o W. Mas não queria mais bombons, queria algo mais prático para vender, e aí fuçando na internet optei pelos copinhos. Todas as receitas são criações minhas, eu não copiei de lugar nenhum, fui experimentando e adaptando até que deu certo. E como vende, viu! Todo mundo elogia! Então, exclusivamente, estou passando esses tesouros para vocês. Nem o W. acreditou que eu iria divulgar as receitas assim, não dei nem para a minha mãe, é muito amor por vocês e pelo blog BG!

Vamos parar de blá, blá, blá, Whiskas Sachê e seguir com as receitas então? São 7 versões para você escolher e fazer na sua casa!

Imagem 0028 - 02 - brigadeiro copinho chocolate granulado1) Tradicional

1 lata de leite condensado Moça;

2 colheres (sopa) cheias de chocolate em pó solúvel Harald;

1 colher (sopa) rasa de margarina sem sal Qualy;

Granulado em flocos Mavalério.

Colocar todos os ingredientes (exceto o granulado) em uma panela com fundo grosso para não queimar (fogo alto) e mexa com uma colher de pau até que fique homogêneo e, depois em fogo baixo. Não pode parar de mexer. O ponto para copinho é quando as bolhas ficam maiores e mais lentas para estourarem, pode-se testar levantando a colher, o brigadeiro não irá escorrer, e sim, cair em pelotas.

Deixe descansar, quando estiver morno que seja possível tocar sem se queimar, vire o conteúdo em um saquinho plástico, que pode ser o de confeiteiro.

Coloque um pouquinho de granulado no fundo de 6 potinhos, encha até a metade, coloque mais um pouquinho de granulado e termine de encher com o Brigadeiro, finalizando com o granulado.

Imagem 0028 - 03 - brigadeiro copinho morango coco2) Brigadeiro com Morango

1 lata de leite condensado Moça;

2 colheres (sopa) cheias de chocolate em pó solúvel Harald;

1 colher (sopa) rasa de margarina sem sal Qualy;

8 morangos médios;

Confeito miçangas vermelhas Mavalério.

Colocar todos os ingredientes (exceto os morangos e s confeito) em uma panela com fundo grosso para não queimar (fogo alto) e mexa com uma colher de pau até que fique homogêneo e, depois em fogo baixo. Não pode parar de mexer. O ponto para copinho é quando as bolhas ficam maiores e mais lentas para estourarem, pode-se testar levantando a colher, o brigadeiro não irá escorrer, e sim, cair em pelotas.

Deixe descansar, quando estiver morno que seja possível tocar sem se queimar, vire o conteúdo em um saquinho plástico, que pode ser o de confeiteiro.

Pique os morangos enquanto o brigadeiro descansa. É só tirar a “bundinha” e picar o morango em quatro partes na vertical. Deixe os morangos “perderem a água” colocando em cima de um papel toalha absorvente. Se não, a água do morango vai soltar toda no brigadeiro e fazer com que ele fique mole.

Quando o brigadeiro estiver frio, “suje” o fundo de 8 potinhos com o brigadeiro e “grude” os 4 pedacinhos de morango no fundo. Termine de encher os potinhos e finalize cobrindo toda a parte de cima com o confeito de miçangas vermelhas. Se desejar, pode colocar uma folhinha do morango por cima também.

3) Coco

1 lata de leite condensado Moça;

Coco ralado Sococo (100g);

1 colher (sopa) rasa de margarina sem sal Qualy;

1 Coco seco (para enfeitar);

Coloque todos os ingredientes (exceto o coco seco) em uma panela com fundo grosso para não queimar (fogo alto) e mexa com uma colher de pau até que fique homogêneo e, depois em fogo baixo. Não pode parar de mexer. Pode-se testar o ponto para copinho levantando a colher, o brigadeiro não irá escorrer, e sim, cair em pelotas.

Deixe descansar, quando estiver morno que seja possível tocar sem se queimar, vire o conteúdo em um saquinho plástico, que pode ser o de confeiteiro.

Parta o coco seco ao meio, retire a casca mais grossa, e com a ajuda de um descascador, faça 6 lascas compridas para enfeitar, e reserve. Para guardar o coco, é só cortar ele todo em lascas, colocar em um tupperware e congelar, dura 1 mês. Então, pode-se tirar aos poucos para fazer os enfeites.

Caso não queira usar o coco seco para enfeitar, pode-se usar o coco queimado ralado, também dá um ótimo visual.

Quando o brigadeiro estiver frio, encha os 6 potinhos. Enrole a lasca do coco seco e “espete” no centro do copinho.

Imagem 0028 - 04 - brigadeiro copinho maracuja sementes4) Maracujá

1 lata de leite condensado Moça;

1 colher (sopa) rasa de margarina sem sal Qualy;

1 maracujá com bastante polpa.

Corte o maracujá e, com a ajuda de uma peneira, separe as sementes da polpa (é muito fácil, é só ir apertando com uma colher) e deixe escorrer por cerca de 10 minutos. Reserve as sementes.

Coloque todos os ingredientes (menos as sementes) em uma panela com fundo grosso para não queimar (fogo baixo) e mexa com uma colher de pau até dar o ponto. O ponto desse brigadeiro é bem mais rápido que o Tradicional. Não pode parar de mexer e nem deixar ferver, pois talha. Pode-se testar o ponto para copinho levantando a colher, o brigadeiro não irá escorrer, e sim, cair em pelotas. Esse brigadeiro não dá ponto para enrolar, apenas para copinho.

Deixe descansar, quando estiver frio, vire o conteúdo em um saquinho plástico, que pode ser o de confeiteiro, e encha os copinhos, e enfeite com algumas das sementes separadas.

Imagem 0028 - 05 - brigadeiro copinho limao confeito verde5) Limão

1 lata de leite condensado Moça;

1 colher (sopa) rasa de margarina sem sal Qualy;

1 limão;

Confeito trevo verde Mavalério.

Lave bem o limão e descasque uma lasca do limão para fazer os enfeites no final, e faça raspas de todo o resto da casca. Parta ao meio, esprema o suco e coe.

Coloque 3 colheres (sopa) do suco do limão, o leite condensado e a margarina em uma panela com fundo grosso para não queimar (fogo baixo) e mexa com uma colher de pau até dar o ponto. O ponto desse brigadeiro é bem mais rápido que o Tradicional e o de Maracujá. Não pode parar de mexer e nem deixar ferver, pois talha muito fácil. Pode-se testar o ponto para copinho levantando a colher, o brigadeiro não irá escorrer, e sim, cair em pelotas. Esse brigadeiro não dá ponto para enrolar, apenas para copinho.

Depois de desligar o fogo, coloque uma colher (sopa) das raspas de limão e mexa até misturar.

Deixe descansar, quando estiver frio, vire o conteúdo em um saquinho plástico, que pode ser o de confeiteiro, e encha os copinhos.

Imagem 0028 - 06 - brigadeiro copinhovinho creme coracao6) Creme ao vinho

2 latas de leite condensado Moça;

2 colheres (sopa) rasa de margarina sem sal Qualy;

10 gotas de essência de baunilha;

50 mL de vinho tinto suave Sangue de Boi;

Confeito coração Dr. Oetker.

Primeiro vamos fazer o brigadeiro de vinho: coloque 1 lata de leite condensado, 1 colher de margarina e a essência de baunilha em uma panela com fundo grosso para não queimar. Não pode parar de mexer. Pode-se testar o ponto para copinho levantando a colher, o brigadeiro não irá escorrer, e sim, cair em pelotas.

Deixe descansar, quando estiver morno que seja possível tocar sem se queimar, vire o conteúdo em um saquinho plástico, que pode ser o de confeiteiro.

Agora o brigadeiro de vinho: coloque a outra lata de leite condensado e a outra colher de margarina e o vinho em uma panela com fundo grosso para não queimar. Também não pode parar de mexer. A aparência inicial é bem líquida, mas em menos de 10 minutos ele pega o ponto, não pode deixar ferver muito. Este é mais difícil de talhar, no entanto, se ficar muito no fogo ele também talha, por isso, preste bem atenção. Pode-se testar o ponto para copinho levantando a colher, o brigadeiro não irá escorrer, e sim, cair em pelotas. Esse brigadeiro não dá ponto para enrolar, apenas para copinho.

Deixe descansar, quando estiver morno que seja possível tocar sem se queimar, vire o conteúdo em um saquinho plástico, que pode ser o de confeiteiro.

Quando os dois brigadeiros estiverem frios, pegue o saco com o brigadeiro de creme e faça voltas no copinho, e depois termine de encher com o brigadeiro de vinho. Finalize com uma espiral de creme por cima e coloque os confeitos.

Corte pequenos retangulos da casca do limão com a ajuda de uma tesoura, enfeite os copinhos com as casquinhas e com o confeito de trevo verde.

Imagem 0028 - 07 - brigadeiro copinho caipirinha limao raspas7) Caipirinha

1 lata de leite condensado Moça;

1 colher (sopa) rasa de margarina sem sal Qualy;

1 limão;

50 mL de Cachaça 51.

Faça raspas do limão todo e reserve. Parta o limão ao meio e esprema, coe o suco e também reserve.

Coloque o leite condensado, a cachaça e a margarina em uma panela com fundo grosso para não queimar (fogo alto) e mexa com uma colher de pau até que fique homogêneo e, depois em fogo baixo. Não pode parar de mexer. O ponto para copinho é quando as bolhas ficam maiores e mais lentas para estourarem, pode-se testar levantando a colher, o brigadeiro não irá escorrer, e sim, cair em pelotas. Ele não talha, então deixe-o bem firme.

Deixe descansar, quando estiver frio, coloque todo o suco de limão e mexa bem. Não é necessário voltar para o fogo. Vire o conteúdo em um saquinho plástico, que pode ser o de confeiteiro e encha os copinhos. Enfeite com as raspas de limão.

Não recomendo substituir as marcas, já fiz inúmeros testes com outras marcas e, as que eu passei nas receitas são as mais indicadas, pois a textura, o sabor, a cor só ficam esplendidas com elas. Comprei na Loja Santo Antônio, aqui no Tatuapé em São Paulo, tem tudo, desde o leite condensado – comum de se achar em qualquer lugar – até os copinhos de acrílico com tampinha e colherinhas coloridas.

É bem fácil de fazer e todo mundo compra.  Vendia cada unidade a R$ 2,00, como escrevi no site e o preço de custo já está incluído o gás, as embalagens e tudo mais. Os que mais vendiam era o de caipirinha e o de creme ao vinho.

Recomendo que, logo após terminar, fechar com as tampinhas que vem junto com o copinho, e se for vender, passe um pedaço de fita adesiva em volta, para que no transporte as tampinhas não soltem. Mantenha na geladeira e só tire quando for levar para vender ou consumir. Para levar é muito bom colocar em uma embalagem de isopor.

A validade deles varia com a temperatura, se os dias estiverem muito quentes, dura no máximo 3 dias, se estiver mais frio até 5 dias.

Espero que gostem e que possa ajudar quem for fazer da mesma forma que me ajudou. =)

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Quem é Você, Alasca?

Engoli “A Culpa é das Estrelas”, literalmente do dia para noite, comecei às 18h e só terminei às 5h da manhã. Eu disse que engoli, né? Aí, ontem peguei para ler o primogênito de Green: “Quem é você Alasca?”.

Senti que não era o mesmo autor logo nos primeiros capítulos. Alguns anos podem fazer uma diferença danada no amadurecimento pessoal e no estilo de escrita de um autor, não é mesmo?

Não consegui engolir “Quem é você, Alasca?”, infelizmente eu demorei mais para ler, achei a narrativa um pouquinho cansativa, mas gostei do livro. Não me desanimou para o próximo, estou ansiosa para ler “Cidades de Papel”. Acho que até antes do começo das aulas eu consigo terminar os 6 livros de Green (minha pequena maratona).

Daqui pra frente têm spoilers, ok?

Eu gostei de Alasca, gosto dos personagens do Green, incompletos e imperfeitos, vi na Alasca a garota que eu invejava quando estava no Ensino Médio: a garota que, aos olhos de quem não a conhecia, era perfeita.

Custei para chegar na metade do livro e não previ que a Alasca ia morrer, me assustei, me irritei, chorei… e como chorei! Encostei o livro por três dias, entrei em luto com o Miles e o Chip. Depois terminei de ler, em algumas horas, a outra metade do livro.

Terminei de ler novamente na madrugada, e fiquei ali parada no escuro, meditando sobre o livro, sobre o que aconteceu e sobre quem realmente era ela, sobre quem realmente são meus amigos, se eu acho que eu os conheço de verdade ou só conheço apenas a carapaça deles.

Mesmo não sendo o turbilhão que “A Culpa das Estrelas” é, vale muito a pena ler.

Tenho uma coisa legal pra vocês, sei que não pode, que é ilegal, mas estou deixando os livros do Green para vocês baixarem, como meu blog tem poucas visitas, acredito que não vou ter problemas, sei que tem muita gente que não pode comprar. Estão todos em PDF.

Após a leitura considere seriamente a possibilidade de adquirir o original, pois assim você estará incentivando o autor e à publicação de novas obras. Qualquer problema no link me avisem, ok? Aproveitem! =)

John Green – 2005 – Quem é Você, Alasca?
John Green – 2006 – O Teorema Katherine
John Green – 2008 – Cidades de Papel
John Green – 2008 – Deixe a Neve Cair
John Green – 2010 – Will e Will, Um nome, Um Destino
John Green – 2012 – A Culpa é das Estrelas

Glee

Imagem: FOX

Imagem: FOX

Como eu pude ficar tanto tempo sem conhecer Glee? Por favor, nunca mais acessem meu blog, vão embora, que a Cassie aqui está se sentindo envergonhada! Hahaha! Brincadeira, voltem aqui, vão não! Ow, volta! Hahaha! Deixa eu contar pra quem não conhece, e pra quem conhece e gosta, aposto uma fatia de bolo de cenoura com cobertura de chocolate e um copo de guaraná que vão concordar com cada palavra que eu disser escrever aqui.

Glee é uma série de televisão americana criada por Ryan Murphy em 2009. É uma comédia musical e se passa em uma escola, o Glee Club é o coro dessa escola que é desdenhado e depreciado e, quem participa desse grupo é visto como perdedor, os populares são os jogadores de futebol e as líderes de torcida. Esse grupo é formado por pessoas socialmente excluídas, elas são amigas e se ajudam. Logo no episódio piloto, sentimos que a nova direção do Professor Schue vai dar aos garotos uma injeção de ânimo e fazê-los ter sucesso.

Não tem nada de High School Musical ou Rebelde (como eu pensava), ninguém começa a cantar do nada, a história faz sentido e a trama é realmente boa, a série tem um propósito. Glee é um fenômeno!

Estou quase terminando a primeira temporada e l-o-u-c-a para poder começar a segunda, a terceira… até poder assistir os que estão saindo! Já ouvi boatos que a série se perdeu, que o auge já passou, mas vou tirar minhas próprias conclusões.

A Madrinha Embriagada

Imagem: SESI

Imagem: SESI

No dia 15 (Quarta), o W. e eu levamos minha irmãzinha para assistir A Madrinha Embriagada – Uma Comédia Musical, (The Drowsy Chaperonelá no Teatro do SESI, aqui em São Paulo. Já tinha me apaixonado por ela em Dezembro, quando assisti pela primeira vez. E por falar em primeira vez, é a primeira vez que a A. vai ao teatro, não preciso nem dizer que ela saiu de lá com os olhinhos brilhando, né?

A peça tem a versão e a direção do Miguel Falabella, então já sabe que é coisa boa, né? E o melhor? Os ingressos são gratuitos!

“A história começa nos dias atuais com um fã de musicais, denominado o Homem da Poltrona, ouvindo o disco, long play, de um espetáculo chamado A Madrinha Embriagada, que teria estreado em 1928 no Teatro São Pedro. A história ganha vida no palco, com os atores revivendo a trama.”

Acho que se eu falar mais do que isso, perde um pouco a graça da história.

A abertura do espetáculo é linda, com o protagonista falando no escuro com a plateia – criando espectativas– e dou palmas também para a forma divertida que ele ensina os espectadores a desligarem o celular.

E por favor gente, se alguém for ver o espetáculo, prestem atenção no homem da poltrona enquanto as danças e músicas rolam soltas no palco. Vocês verão que a comédia não é tão comédia assim.

A Madrinha Embriagada
Data: até 29 de junho de 2014.
Horário: quartas, às 21h; quintas e sextas, às 21h; sábados, às 16h e às 21h; domingos, às 19h.
Local: Teatro Sesi.
Endereço: Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César – zona Oeste – São Paulo.
Grátis.
Telelefone: (11) 3146-7405.

Para mais informações: A Madrinha Embriagada

Há uma cota de 50 ingressos por sessão, eu cheguei por volta das 19h 15min lá, fiquei na fila até às 21h (leve um bom livro ou um vídeo game de mão), e consegui assistir ao espetáculo na segunda fila e no meio! Tudo de bom, né?

O artesanato e eu

Imagem 0022 - linhas costura coloridasNão adianta eu negar, o artesanato faz parte da minha vida. Eu sei bordar, fazer tricô, me arrisco no origami e nas kusudamas, já pintei pano de prato, já desenhei muito, fiz biscuit, bijuteria e cesta de jornal, dou uns pitacos na découpage e até na pátina. Só nunca tive paciência pra crochê nem pra fazer velas, hahaha!

Isso faz de mim uma mocinha prendada, tá vendo só? Hahaha!

E hoje, também não tenho mais paciência pra mais um tanto de coisa, não vejo mais graça em fazer biscuit como via antes. O chato do artesanato é que as pessoas não dão valor, querem pagar pouco, não enxergam a dedicação e todo o trabalho, sem contar no dom da pessoa, tem gente que não consegue fazer uma bolinha de massinha ou riscar uma reta com uma régua. Tem peças que demoram meses para serem feitas, e a grande maioria não dá valor.

Estou planejando voltar a bordar ponto cruz, tem uns quadros na casa da tia Sa. que eu quero muito fazer, não sei direito a história deles, só sei que são antigos, que vieram da Europa, os gráficos são de uma revista alemã e que a minha avó materna era doida por eles.

Comentei com a minha mãe e ela me deu total apoio, mas disse que eu tenho que esperar ela entrar de férias para procurar os badulaques .

Queria ter fotos do que eu já fiz até hoje, das minhas maquetes de castelo, das ponteiras de lápis de biscuit, dos cachecóis nunca terminados, das cestas de jornais nunca envernizadas. São lembranças que já estão fracas na minha memória, daqui uns anos talvez não me lembre de mais nada. E também tem o fato de que não gosto de pegar fotos do Google para ilustrar os meus textos, raramente vou fazer isso, quando não tem jeito mesmo, sabe?

Estou cheia de planos para 2014, cheia de esperanças. Não quero mais entrar em depressão e estou propondo para mim mesma o ponto cruz como uma das formas de canalizar essa angústia tão forte que eu sinto (pra quando o blog não estiver mais dando conta).

Quero voltar também a fazer tricô, encapar cadernos e caixas com tecido, e estou doida, mas doida mesmo para reformar a estante e a escrivaninha do quarto. Lembra que no post Mudanças e mudanças eu estava com medo de ter que mudar no final do ano? É que em Novembro o contrato de 30 meses do aluguel termina, realmente estava apavorada, mas conversei com o W. sobre isso, e ele disse para ficar tranquila, que é quase certo de que ele consiga renovar o contrato.

Isso me animou muito, quero pintar o quarto e a sala, comprar um sofá, o gabinete da pia, o box da cama. Quero uma casinha mais aconchegante, e o artesanato e os projetinhos DIY vão me ajudar muito nessa empreitada. E aí vou contando tudo, conforme for acontecendo, para vocês tá bom? Vocês me acompanham e me ajudam? Preciso de amigas pra conseguir isso, eu preciso de vocês! =)

Quero voltar

Imagem 0020 - igreja, ita, ceu, pracaÉ sempre estranho ir passar um tempo na casa dos meus pais, em Minas Gerais. Toda vez que eu volto lembro-me de toda a angústia, frustrações e da ânsia em querer sair de casa.

Minha adolescência foi complicada, não que eu não seja complicada hoje, talvez até mais. Rs. Eu era totalmente fechada, não saia para festas, não bebia, não tinha namorado, era bv, não gostava de maquiagens e de roupas. Era chata, muito chata. Para mim, todos os colegas da escola eram infantis e estúpidos, ninguém prestava.

Eu me achava feia, muito feia, não tinha autoestima e não gostava de mim. O pior é que eu não conseguia falar disso com ninguém. Acredito, sinceramente, que a raiz da minha depressão está nos meus 13 anos, quando mudei para Ita. Não me adaptei a nova escola, tinha saudades dos meus amigos e de todo o movimento de São Paulo.

A minha vida se resumia em estudar, ler, fazer algum tipo de artesanato, jogar vídeo game e mexer no computador. Nem de música eu gostava, fui começar a ouvir Legião Urbana, Engenheiros do Hawaii e AC/DC quando eu tinha 17 anos. Também não tinha Internet em casa, matei muita aula já (mesmo sendo CDF) para ficar em lan houses.

Meus pais não são ruins, muito pelo contrário, não sei o que eu faria sem eles. O único defeito deles é que eles são humanos e erram de vez em quando. Rs. Tudo o que eu posso reclamar deles na minha educação e na nossa convivência, eles estão dando altas bolas dentro com a minha irmã mais nova. Tenho certeza de que a minha mãe leu todos os meus diários (tenho diários dos 11 aos 19 anos), e por isso ela sabe exatamente o que foi que me deixou triste, magoada e assim tenta não fazer o mesmo com a A.

E toda vez que eu vou pra lá, toda vez, pode ser para passar um fim de semana, quinze dias ou um mês, eu fico nadando nesses pensamentos, revirando, procurando alguma coisa não definida. Fico angustiada, quero ir embora logo, voltar para a minha casinha, para a minha rotina. E hoje é só o primeiro dia… vou voltar dia 3 ou 4.

Tudo lá na casa dos meus pais é gostoso. A casa grande, a piscina, as cachorrinhas, as longas conversas com o meu pai, o ar sem poluição, o silêncio a noite, o sino da Igreja batendo de 15 em 15 minutos, a comida da minha mãe, sentar ao lado dela enquanto ela costura e ficar tagarelando e, principalmente, a companhia dos meus irmãos, que as vezes sinto-me sufocar de tanta saudades.

Só que a rotina não é a minha, não consigo ficar no silêncio por mais de 10 minutos, minha mãe briga comigo toda vez que eu compro algo, as coisas não estão do meu jeito, são meio largadas. Família: ruim com ela e muito pior sem ela. E quando as coisas tem que ser mais largadas, mais leves, levadas mais na esportiva, elas não são.

Gostaria muito de não sentir essas coisas, de não ser tão ranzinza, mas é que eu vejo tanta coisa errada. Gostaria de não ser tão crítica, tão chata e tão parecida com o meu pai. Mas não sei como mudar isso,nem como desligar, só por cinco minutos, os pensamentos em minha cabeça.

Meus presentes do Natal de 2013

Imagem 0014 - presentes natal livros cd caixaGanhei algumas coisas antes do Natal, mas esperei juntar e ver se ia ganhar mais alguma coisa para mostrar para vocês. Foram pouquinhos mas muito importantes, pois sei que todos foram dados de coração.

1) Livros: As Brumas de Avalon – Ganhei os quatro do W., foram uns dos primeiros livros que eu li na minha vidinha, e curto muito o autor. Vou reler assim que a minha lista de livros para ler diminuir, aliás, acho que é melhor encaixar porque é muito difícil diminuir.

2) Livro: O Projeto Rosie – Não conheço o autor, não sei se é bom, achei a capa fofa e também me dei de presente de Natal. Estava super barato no Submarino e não resisti. Quando eu ler, faço a resenha.

3) Agenda: Feminina 2014 – Ganhei da minha cunhada (blergh). Cafoninha igual a pessoa que me deu. O único presente que eu não curti nada, nada.

4) CD: O Papa é Pop, Engenheiros do Hawaii – Pra quem não sabe, eu amo essa banda, foi através dela que eu descobri o mundo da música. Ganhei do W., meu namorido, ele me disse que percorreu alguns sebos de Sampa e comprou pra mim! Gosto quando ele acerta no presente.

5) Esmalte: Onda Fashion, Coleção Entre Nessa Onda da Avon – Ganhei da R., amiga da minha mãe. Nunca que eu esperaria ganhar um presentinho dela, muito fofo, não? A cor é linda e se tornou um dos meus favoritos!

6) Maquiagem: Máscara Super Extend Extreme da Avon – Ganhei da mamãe e ainda não estrei. Não, não vou escrever sobre ele quando testar. Não sei me maquiar direito e não entendo nada de maquiagem. Tenho vontade de fazer um curso e tal, mas para realização própria.

7) Decoração: Caixinha de madeira com pelúcia de oncinha – Ganhei da Tia Sa., veio de Monte Sião, ela é em MDF, bem leve e espaçosa. Vou usar para guardar minhas linhas de bordado. Foi a única tia que lembrou que eu existo.

8) Livros: Volume 2 e 3 de Gossip Girl – Também amo tanto quanto Engenheiros do Hawaii. Dei-me de presente. Estou comprando aos poucos e já tinha o Volume 1. Ainda não li, estou esperando juntar todos.

O que vocês ganharam de Natal, minhas leitoras? Me conta?